Dia D reúne milhares de famílias nas escolas de Marabá

8

Todas as escolas municipais de Marabá abriram as portas neste sábado, 12 de maio, para receber as famílias dos 55 mil alunos da rede. Uma vasta e diversificada programação foi preparada por cada unidade escolar para recepcionar os convidados. As ações de fortalecimento do relacionamento ocorreram tanto em escolas da cidade quanto do campo, mobilizando pais, responsáveis e líderes comunitários, inclusive celebrando o Dia das Mães, que transcorre neste domingo, dia 13.

O secretário municipal de Educação, Luciano Dias, avalia que as famílias atenderam em massa o convite das escolas e que os diretores, no final do dia, apresentaram balanço positivo das ações, com relatos de pais que elogiaram bastante a iniciativa. Na Escola José Flávio Lima, no Bairro Liberdade, foram registradas mais de mil pessoas participando das atividades do Dia D da Família na Escola. “Isso engrandece o trabalho que a Secretaria de Educação vem desenvolvendo em parceria com as escolas”, celebra ele.

O secretário acompanhou a programação em várias escolas da zona urbana, entre elas a Rio Tocantins (CAIC), que está em processo de transformação para escola militar. Lá, centenas de pais acompanharam a programação para conhecer como será o trabalho dos policiais militares em parceria com a equipe pedagógica. Foi apresentado o Plano de Segurança da Escola e discutidas as normas e funcionamento da escola militar, o que deverá ocorrer definitivamente a partir de agosto deste ano.

Ao falar para os pais do CMRio – como será chamada agora a Escola Rio Tocantins – o secretário Luciano Dias agradeceu o empenho do governo estadual e do prefeito Tião Miranda em abraçar o projeto do Colégio Militar, pioneiro no interior do Pará. “Acredito que com as ações em desenvolvimento, estaremos ajudando a formar pessoas melhores para o mundo e à nossa sociedade”.

O coronel Carlos Emílio de Souza Ferreira, diretor de Policia Comunitária do Estado do Pará, disse que a mudança já é perceptível no comportamento dos alunos do CMRio, que estão mais calmos e demonstrando mais respeito para com colegas e professores. Para ele, mesmo com a chega de policiais militares, a autoridade máxima na sala de aula continuará sendo o professor.

A diretora do CMRio, Hellen Nyde da Silva e Souza, revela que a autoestima dos alunos já está elevada e que os servidores encontram-se motivados com a parceria estabelecida. “O dia D foi pra receber as famílias e esclarecer ainda mais a mudança pela qual estamos passando e desmitificar algumas ideias como o papel da PM na escola, que chega para nos ajudar com as questões de disciplina e civismo. O trabalho pedagógico ficará a cargo da nossa equipe de professores”, ratifica.

CINEMA COM PIPOCA

Na Escola Doralice de Andrade Vieira, no Bairro Belo Horizonte, a programação organizada pelos educadores para o Dia D ofereceu até filme com direito a pipoca, como forma de unir os laços entre pais, filhos e professores. Além de palestras, os familiares dos alunos tinham várias opções de atividades, como sala de jogos com dama, dominó, xadrez, contação de história e exposição fotográfica. As famílias se revesaram para que participassem de tudo que a escola proporcionou a elas.

MOBILIZAÇÃO NO CAMPO

A diretora de Educação do Campo, Lorena Bogéa, também reconhece a importância da sensibilização realizada pela gestão das cerca de 100 escolas distribuídas nas comunidades rurais do município, provocando discussões sobre a necessidade de os pais manterem relacionamento mais estreito com os educadores para melhorar ainda mais o desempenho escolar de seus filhos.

Lorena avalia que a realização das blitze no trânsito em algumas vilas, com adesivação de veículos no dia anterior, contribuiu para atrair os pais para a escola no sábado.

As apresentações culturais dos alunos, palestras na área de saúde e exposições fizeram parte de um mix de atividades que atraíram o interesse das famílias. “Estive na Escola Ruan Pablo, na Vila Sororó, na companhia do vice-prefeito Toni Cunha, que proferiu uma palestra sobre a importância de fortalecermos os laços familiares para termos melhores resultados no desempenho dos alunos na escola”, explica.

A diretora de Educação do Campo conta que, em algumas escolas, a programação do Dia D foi realizada na véspera, sexta-feira, porque boa parte dos educadores era adventista do sétimo dia, os quais não trabalham aos sábados. “Respeitamos o direito à liberdade religiosa e o sucesso do evento foi garantido”, sintetiza Bogea.

Texto: Ulisses Pompeu

Fotos: Magno Barros

Quer deixar um comentário, preencha o formulário abaixo!

Please enter your comment!
Digite seu nome aqui